A araucária ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regiões serranas do Sudeste - Créditos Marcos Mark - Pixabay Araucária, tipica também da região Sudoeste Paulista está em processo de extinção, diz estudo


Natureza Ameaçada!
Araucária, tipica também da região Sudoeste Paulista está em processo de extinção, diz estudo
Artigo publicado por uma universidade do Reino Unido, revela que a espécie, Nativa também da região Sudoeste Paulista, pode deixar de existir nos próximos anos devido à intensa exploração e às mudanças climáticas
Colaborou: Central Press
19/10/2019 • 20:08:53
Atualizada:
19/10/2019 • 20:11:13
  • A araucária ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regiões serranas do Sudeste - Créditos Marcos Mark - Pixabay
    A araucária ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regiões serranas do Sudeste - Créditos Marcos Mark - Pixabay
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Dos 20 milhões de hectares da extensão original da Floresta com Araucárias, hoje restam apenas de 1 a 3%. Para o futuro, a expectativa de cientistas da Universidade de Reading, no Reino Unido, não é nada positiva. Segundo estudo publicado este ano na Wiley Online Library, a araucária (Araucaria angustifolia) deve ser totalmente extinta até 2070, como resultado da intensa e predatória exploração madeireira e do manejo inadequado das sementes.



O cenário é agravado pelas mudanças climáticas, que interferem nesse e em outros ecossistemas. Para os cientistas, apenas intervenções direcionadas podem ajudar a garantir a sobrevivência da espécie na natureza.



Componente importante da Mata Atlântica, a araucária ocorre predominantemente nos estados do Sul do Brasil e em algumas regiões serranas do Sudeste. Conhecida como símbolo do Paraná, a árvore de grande porte pode atingir 50 metros de altura.



Atualmente, os poucos remanescentes da espécie estão localizados em pequenas e médias propriedades rurais, que asseguram aos agricultores uma importante fatia de renda por meio da extração do pinhão (semente da Araucária) e das folhas de erva-mate, que fazem parte do ecossistema da Floresta com Araucárias.



Araucária+



Como forma de conciliar a conservação de espécies e o desenvolvimento econômico, em 2013, foi criada a iniciativa Araucária+ por meio da parceria entre as fundações Grupo Boticário de Proteção à Natureza e CERTI. A proposta objetiva impulsionar a conservação da biodiversidade, reduzindo a tendência de desmatamento e degradação desse ecossistema por meio de um modelo de valorização da Floresta com Araucárias e de desenvolvimento sustentável das comunidades associadas.



Atualmente, o Araucária+ conta com mais de 50 organizações parceiras, entre empresas, institutos de Ciência e Tecnologia, investidores, poder público e cerca de 80 produtores articulados. Mais de 6,5 milhões de metros quadrados de floresta estão sendo conservados e monitorados pela iniciativa. Também foi firmada a parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a restauração ecológica e estruturação da cadeia de restauração em regiões de remanescente, visando a proteção de 2,6 milhões de metros quadrados de Floresta com Araucárias.



Por meio da iniciativa, produtores locais são conectados a um mercado diferenciado, formado por empresas que adotam estratégias de inovação e sustentabilidade em seus produtos, demandando insumos de origem sustentável, com informação e rastreabilidade agregada. Para acessar esse mercado, os agricultores devem adotar o Padrão Sustentável de Produção, com análise das cadeias produtivas em que se identificam os principais impactos derivados da extração de produtos da floresta. Integrados, eles recebem orientação técnica e capacitação, além de um plano de melhorias direcionado para cada propriedade.



“Nós formamos uma rede de atores que estão envolvidos das mais variadas formas com as cadeias produtivas não-madeireiras desta floresta e que, por falta de incentivos ou conhecimento, acabam trabalhando de forma isolada. Ao conectarmos esses atores, potencializamos os impactos de suas iniciativas. Com isso, geramos renda e conservamos a Floresta com Araucárias”, destaca Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação.

 


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Espécie deve ser totalmente extinta até 2070, como resultado da intensa exploração madeireira e do manejo inadequado das sementes - Créditos César Wegler Filho - Pixabay
Espécie deve ser totalmente extinta até 2070, como resultado da intensa exploração madeireira e do manejo inadequado das sementes - Créditos César Wegler Filho - Pixabay
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