Inscrições para curso de Costura Industrial serão abertas no dia 11 de março

Polêmica sobre quantidade de funcionários de confecções com covid em Fartura provoca reunião entre prefeito e proprietários

Todos os participantes do encontro acreditam que, se houver o fechamento das fábricas, existirão outros problemas, maiores, como aumento das aglomerações nas ruas ou em ranchos.
Inscrições para curso de Costura Industrial serão abertas no dia 11 de março

Polêmica sobre quantidade de funcionários de confecções com covid em Fartura provoca reunião entre prefeito e proprietários

Todos os participantes do encontro acreditam que, se houver o fechamento das fábricas, existirão outros problemas, maiores, como aumento das aglomerações nas ruas ou em ranchos.
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O prefeito de Fartura, Luciano Filé, reuniu-se nesta manhã de segunda-feira, 26 de Abril, com proprietários e representantes de todas confecções do município. Também participaram do encontro o coordenador de Saúde, Luís Renan de Oliveira, o supervisor da Vigilância Sanitária (VISA), Mauro Bueno, e o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Roupas em Geral de Fartura e Região (Siticonfare), Jocemar de Oliveira. O presidente do Poder Legislativo, Fernando Pitukinha, também esteve na ocasião.

O prefeito falou sobre sua preocupação com o aumento dos casos de Coronavírus na cidade e elencou medidas que podem ser adotadas para evitar a disseminação da Covid-19, especialmente no interior das fábricas, além de ouvir inúmeras sugestões dos participantes. Todos se mostraram empenhados em adotar formas para evitar que a doença se propague entre os trabalhadores. Os empresários aguardam o encaminhamento de Medida Provisória da Suspensão dos Contratos de Trabalho, por meio de ação do Governo Federal. Uma empresa já está fechada, por falta de insumos, e as demais aguardam essa medida.

Durante a reunião, foi citado o áudio de uma médica do município, que viralizou nas redes sociais. Nele, é informada a alta demanda de funcionários de uma confecção, que estariam procurando atendimento no Polo Covid. Uma ação, movida pela Promotoria de Justiça, investiga o que, de fato, estaria acontecendo.

“A Prefeitura está preocupada com a situação”, frisa o prefeito Luciano. “Precisamos nos unir e dar apoio para garantir a segurança dos funcionários, por meio de um conjunto de ações entre o Poder Público e as confecções”, enfatiza o prefeito. Em Fartura, as fábricas empregam, aproximadamente, 1.500 moradores, sendo as maiores geradoras de emprego e renda no município.

Entre as ações para evitar a disseminação da doença e suas variantes, os proprietários se comprometeram a sanitizar as fábricas, semanalmente, e a promover a conscientização na hora da paralisação no meio do expediente – direito dos trabalhadores e o possível foco do problema, com alta das aglomerações e falta de uso de máscaras.

Todos os representantes das fábricas solicitaram um trabalho mais intenso da Vigilância Sanitária, orientando os trabalhadores e aplicando advertências em casos de desobediência, quanto ao uso de máscara e não cumprimento das demais medidas sanitárias, como o distanciamento social e higienização das mãos.

Todos os participantes do encontro acreditam que, se houver o fechamento das fábricas, existirão outros problemas maiores, como aumento das aglomerações nas ruas ou em ranchos, além das dificuldades geradas quanto à sobrevivência dessas famílias e de parte do comércio, que depende da indústria têxtil.

Atualmente, Fartura contabiliza 168 pacientes com a doença em sua fase ativa. Todos estão sendo monitorados pela equipe de Saúde. Deste total, 25 são funcionários de fábricas. Para os proprietários, a desobediência das medidas sanitárias é a causadora da disseminação.

O supervisor da VISA, Mauro, informou que, todo os dias, os fiscais estão indo até as confecções e que os dados de cada empresa são armazenados pelo órgão. Por sua vez, o prefeito agradeceu a participação dos presentes e disse que espera união para que possam vencer este momento de crise sanitária.