Polícia Federal

PF esteve em Piraju ‘atrás’ de empresa fantasma que dava golpes na previdência

Segundo a PF, a ação dos suspeitos era feita a partir da contratação de funcionário que, em seguida, era demitido para receber o seguro-desemprego.
Polícia Federal

PF esteve em Piraju ‘atrás’ de empresa fantasma que dava golpes na previdência

Segundo a PF, a ação dos suspeitos era feita a partir da contratação de funcionário que, em seguida, era demitido para receber o seguro-desemprego.
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A Polícia Federal faz uma operação nesta sexta-feira (7), em Piraju, contra fraudes na previdência e no seguro-desemprego. A PF investiga 14 pedidos do benefício com indício de golpe na cidade.


Segundo a PF, a ação era feita a partir da contratação de funcionário que, em seguida, era demitido para receber o seguro-desemprego. A fraude gerou prejuízo de aproximadamente R$ 80 mil aos cofres públicos.


Os suspeitos usavam certificados digitais e documentos falsos para conseguirem fraudar o benefício. Nesta manhã, a polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e 14 de intimação, visitando as supostas empresas, além de escritórios de contabilidade e casas de funcionários fantasmas.


De acordo com a Polícia Federal, foram confiscados computadores, celulares e documentos. As empresas, que no papel possuíam cerca de 15 funcionários, eram na prática, pequenas mercearias ou bares de fachada.


A polícia apura se os funcionários que tiveram os nomes usados estão envolvidos no golpe ou se também são vítimas. Além disso, também é investigado se os contadores usavam documentos deles em benefício próprio. Os investigados podem responder por estelionato e associação criminosa.


O município de Piraju foi o foco da operação, no entanto, segundo a polícia, alguma buscas também foram realizadas na capital do estado.


A PF informou que a investigação teve início a partir de denúncia do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Piraju informando o pedido de 14 requerimentos de seguro-desemprego.


Os pedidos, que tinham indícios de demissões fraudulentas, envolviam uma empresa em Osasco, na Grande SP.


Os investigados podem responder pelos crimes estelionato e associação criminosa.