Foi uma abençoada denúncia anônima que levou a Polícia Militar Ambiental até uma chácara localizada na Estrada Municipal Pará, Bairro dos Rochas, na zona rural de Avaré, onde homens malvados utilizavam do sofrimento de aves para o sombrio entretenimento e jogatina de apostas.
Consoante com o Boletim de Ocorrência que registrou o caso, ocorrido na tarde do domingo, 31, no infame local os ambientais constataram o crime de rinha de galos em andamento.
Parte dos indivíduos que participavam da atividade conseguiu fugir pela mata, restando no local apenas duas pessoas. Uma delas se tratava do arrendatário da propriedade, que admitiu a realização da crueldade criminosa, incluindo apostas em dinheiro.
Após buscas realizadas nas imediações, os envolvidos que se esconderam, foram localizados e todos conduzidos à Delegacia Seccional de Polícia de Avaré, onde foram devidamente qualificados.
Entre os envolvidos, estão homens com idades de 27, 33, 43, 46, 58, 67 e 84 anos, exercendo profissões diversas, como autônomo, açougueiro, pecuarista, tratorista, mecânico eletricista e aposentados.
No interior da propriedade, foram encontrados e apreendidos diversos objetos relacionados à prática da rinha, incluindo uma bolsa contendo materiais específicos, como tesouras cirúrgicas, máscaras de transporte para aves, canivete, serra, frascos de medicamentos de uso veterinário (Fernon B-12 e Dectomax), carretel de nylon, biqueiras metálicas, agulhas cirúrgicas, esporas de silicone, balança digital de 40 kg e um caderno de anotações de contabilidade, além da quantia de R$ 450,00 em espécie.

Viaturas da Ambiental e veículo dos envolvidos no crime
Também foram apreendidas 21 placas utilizadas para a montagem da arena e 51 galos da raça “índio”, mantidos em condições típicas de combate.
Durante a oitiva, o arrendatário da chácara alegou, em contradição à confissão inicial, que se tratava apenas de uma brincadeira sem envolvimento de apostas, porém as evidências coletadas, somadas à apreensão do dinheiro e dos instrumentos utilizados, reforçaram a caracterização da prática criminosa.
Diante da ausência de local adequado para a custódia imediata dos animais, foi determinado que os 51 galos permanecessem sob a responsabilidade provisória do arrendatário, com prazo de 24 horas, até que a Prefeitura Municipal de Avaré providenciasse a remoção, o que deveria ocorrer nesta segunda-feira, 1.
O caso foi registrado como crime ambiental, previsto no artigo 32 da Lei 9.605/1998, que tipifica como ilícito penal a prática de abuso e maus-tratos contra animais. A perícia foi acionada para analisar o local.

Estado com que os galos ficavam alojados na infame propriedade em Avaré

Local usado como ringue para as brigas de galos

Material apreendido na chácara em Avaré

Galo com espora estava sendo utilizado no momento da chegada da Ambiental

Cadeiras e bancos onde os apostadores ficavam assistindo os galos se machucarem














































