A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mantém uma rede abrangente para acompanhar a qualidade da água do Rio Tietê. São 27 pontos de monitoramento distribuídos ao longo do curso do rio, entre Biritiba Mirim e sua foz no rio Paraná, que permitem avaliar as condições ambientais e acompanhar a evolução da poluição.
Para mensurar a carga orgânica proveniente de esgoto, a Cetesb opera 30 pontos de monitoramento nos afluentes, entre Mogi das Cruzes e Barueri, medindo o quanto de esgoto é lançado nesses cursos d’água antes de alcançar o rio principal.
Na barragem Edgar de Souza, é feita a avaliação da contribuição da Região Metropolitana de São Paulo para a carga orgânica que segue em direção ao médio e baixo Tietê, possibilitando dimensionar o impacto desse lançamento sobre a qualidade da água.
A rede é complementada por cinco estações automáticas de monitoramento, com transmissão de dados em tempo real, localizadas em Mogi das Cruzes, Penha (Guarulhos), Rasgão (Pirapora do Bom Jesus), Laranjal e Barra Bonita — esta última recém-instalada, com investimento de R$ 600 mil. Desde 2023, mais de R$ 1,2 milhão foram destinados à operação e manutenção dessa estrutura, reafirmando o compromisso da Companhia com o controle permanente da qualidade das águas do Tietê.
Com base nos dados históricos da rede básica de monitoramento, houve redução da carga de matéria orgânica em alguns pontos do Rio Tietê, como na saída da Região Metropolitana de São Paulo, em Edgar de Souza.
No trecho do Médio Tietê, em Laranjal Paulista, uma estação automática de monitoramento realiza medições contínuas de parâmetros básicos da água. Os resultados indicaram, no mesmo período, melhora no oxigênio dissolvido e na condutividade elétrica, evidenciando um processo gradual de recuperação do rio, resultado da redução de poluentes provenientes da Região Metropolitana.

Barra Bonita, o município mais próximo da região Sudoeste Paulista que é agraciado pelo Rio Tietê
GFI-Tietê
A criação do GFI-Tietê foi anunciada em 25 de março deste ano, durante o Fórum de Integração das Ações de Recuperação do Rio Tietê (FIAR-Tietê) — instância de governança do Programa IntegraTietê — como uma medida para ampliar a fiscalização com foco na identificação de fontes de poluição, como o lançamento irregular de esgoto e resíduos industriais ou agrícolas, além do monitoramento das condições ambientais do rio.
As ações estão concentradas nas áreas mais críticas, previamente mapeadas por meio de análises detalhadas das equipes técnicas.
Desde então, as equipes já percorreram 7.642 km de trechos navegáveis do Rio Tietê, cobrindo aproximadamente 399.242 hectares de áreas estratégicas para a preservação ambiental. Até o momento, foram registradas 173 Autos de Infração Ambiental (AIAs), totalizando aproximadamente R$ 973.040,83 em multas.
Além disso, a Cetesb, que também integra o GFI, intensificou as fiscalizações ao longo do Tietê, já tendo realizado este ano 449 coletas de amostras e 174 vistorias em estações de tratamento, indústrias e municípios que ainda não tratam esgoto. No período, foram aplicadas penalidades que somam R$ 5,2 milhões a agentes poluidores.

Etec de SP usa ‘drone aquático’ para monitorar Rio Tietê















































