A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Natália Resende, realizou nesta sexta-feira (5) uma visita técnica à Estação Ecológica de Santa Bárbara, em Águas de Santa Bárbara, para acompanhar os projetos de pesquisa e restauração ecológica conduzidos pelo Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA).
A agenda incluiu áreas experimentais que se tornaram referência nacional para a recuperação do Cerrado e contou com a participação da ecóloga Giselda Durigan, uma das maiores especialistas do país no tema.
A visita incluiu uma área experimental que utiliza pastejo rotativo de gado como estratégia de manejo ecológico para restaurar os campos naturais. No método testado pelo IPA, o gado (cerca de quatro cabeças por hectare) permanece na área de Cerrado até baixar o capim.
A área então entra em pousio por intervalo de tempo igual a três vezes o tempo de pastejo. Ao final do ano, isso equivale a uma densidade de uma cabeça por hectare ao longo de um ano.
O manejo reduz de forma significativa a biomassa acumulada, evitando a propagação de incêndios descontrolados e promovendo o controle da braquiária, uma das principais espécies invasoras do Cerrado.
Segundo os pesquisadores, a técnica gera benefícios simultâneos tanto para o ecossistema quanto para a produção: além de favorecer a engorda do gado, o pastejo estimulado de forma adequada contribui para o aumento da biodiversidade, que é 20% maior no Cerrado pastejado do que no Cerrado sem gado.

Estação Santa Bárbara com profissionais em trabalho de restauração
A redução da biomassa aumenta a infiltração de água no solo e diminui a transpiração, fortalecendo a recarga de reservas subterrâneas e corpos d’água.
A equipe também percorreu diferentes pontos da unidade, onde pesquisadores apresentaram estudos sobre restauração de campo cerrado, técnicas de regeneração natural após a remoção de plantações de Pinus, avaliações comparativas entre áreas queimadas e não queimadas e práticas de manejo adaptativo voltadas ao controle de espécies invasoras.
A Estação abriga um conjunto robusto de experimentos científicos que vêm orientando políticas públicas de conservação no Estado e inspirando iniciativas de restauração em outras regiões brasileiras.
Ao longo do roteiro, a comitiva visitou uma área demonstrativa de restauração de campo cerrado, onde técnicas de plantio de gramíneas nativas e monitoramento ecológico vêm acelerando o retorno da vegetação típica.
Em outro ponto, pesquisadores apresentaram experimentos de manejo do fogo com fins conservacionistas, permitindo a comparação entre trechos recém-queimados, áreas com queimas de anos anteriores e trechos sem queima — evidenciando os benefícios do manejo do fogo para a biodiversidade e o funcionamento do ecossistema.

Imagem feita há alguns dias mostra o trabalho realizado na Estação














































