O Governo de São Paulo assinou, nesta quarta-feira (28), o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos-Guarujá com o grupo português Mota-Engil.
O acordo contempla uma demanda centenária da Baixada Santista e assegura investimento total de quase R$ 7 bilhões, em um dos maiores projetos de infraestrutura do país.
Este será o primeiro túnel imerso do Brasil, construído em módulos fabricados fora do canal e posteriormente imersos no leito do Porto de Santos.
Com investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto prevê a construção de um túnel de 870 metros sob o canal portuário, com três faixas por sentido, passagem para pedestres e ciclistas e galeria de serviços.
O contrato, com prazo de 30 anos, inclui também as etapas de operação e manutenção da infraestrutura.
A construção do túnel deve gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos no projeto que se consolida como novo pilar de desenvolvimento urbano e logístico de toda a Baixada Santista.
O tempo de travessia entre Santos e Guarujá cairá para até cinco minutos; hoje, a ligação rodoviária entre as duas cidades tem 40 quilômetros de extensão, com tempo de viagem em torno de uma hora. Já a travessia por balsa é prejudicada por questões climáticas e passagem de navios.
Do leilão ao acordo formal
A Mota-Engil venceu o leilão realizado na B3, em setembro de 2025, com desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual de R$ 438,3 milhões.
A licença ambiental prévia já foi emitida pela Cetesb, que atesta a viabilidade e autoriza o avanço das próximas etapas, assegurando previsibilidade e segurança jurídica ao cronograma.

Governador Tarcísio de Freitas durante a batida de martelo do leilão do túnel Santos-Guarujá. Foto Pablo Jacob-Governo de SP
A análise considerou aspectos como impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, estabelecendo condicionantes que deverão ser seguidas na etapa de licenciamento do túnel.
Além da estrutura principal, estão previstas intervenções viárias em Santos e Guarujá, que visam melhorar a fluidez do trânsito local e preparar as cidades para o novo fluxo de veículos.
O início dessas obras complementares deve ocorrer já em 2027, com fiscalização da Artesp, a agência reguladora responsável por acompanhar o cumprimento do cronograma e a transparência do processo.

O túnel Santos-Guarujá será o primeiro túnel imerso do Brasil – construído em módulos fabricados fora do canal e posteriormente imersos no leito do Porto de Santos – Foto Divulgação Governo de SP















































