Desde que a política começou a usar o judiciário para fins políticos e o judiciário se enraizou intrinsicamente na política, a então bagunça, desmandos e farras generalizadas por todo o Bananil, também chamado de Brasil, desandou de vez.
Na região são muitos os casos que seguem o exemplo vindo de Brasília, mas até então nenhum conseguiu fazer analogia com Avaré, no ano de 2008, em tempos de Joselyr Silvestre e Rogélio Barqueti e claro, envolvendo o poder judiciário. Curiosamente, a partir desse icônico caso, poucos municípios conseguiram escapar em algum momento da bagunça que virou o Bananil.
Em Itapeva, o escárnio para com o povo, refém e espectador passivo (exceto partidários e correligionários) ganha contornos severos após o judiciário novamente remover a prefeita do cargo. Dias antes, após ser cassada pelos vereadores por ampla maioria, ela conseguiu uma liminar e voltou à prefeitura. Em matéria anterior o Portal deixou a pergunta: até quando?
Até essa sexta-feira, Dia do Trabalhador, quando a Câmara Municipal, conseguiu uma liminar para cassar a liminar concedida à prefeita. Uma farra entre poderes que em hipótese alguma, em suas ações, consideram aqueles que pagam toda essa festa podre.
Enquanto o presidente da Câmara de Avaré escapa de uma cassação política, Taquarituba parece começar a viver a farra. Uma CPI foi aberta para investigar, politicamente falando, o prefeito que já chegou a ter mandato cassado em seu mandato anterior foi reempossado pelo judiciário.
Nesse caso, um contrato de R$ 80 mil, em vez de já ser judicializado, e tão somente, mas não, a política pode tudo, inclusive usar e abusar do desnorteado judiciário.
Quando políticos governam a bel-prazer e o judiciário deixa de ser a balança da democracia e se torna parte do problema, a quem o povo deve recorrer? Quem poderá nos ajudar? Chapolim Colorado?

















































