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Estiagem na região já preocupa população e autoridades

Reservatórios de Chavantes e Jurumirim, importantes para energia elétrica, abastecimento de água e o turismo apresentam níveis preocupantes; Ribeirões e riachos também merecem atenção
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Estiagem na região já preocupa população e autoridades

Reservatórios de Chavantes e Jurumirim, importantes para energia elétrica, abastecimento de água e o turismo apresentam níveis preocupantes; Ribeirões e riachos também merecem atenção
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Chuva pra valer mesmo, faz muito que não vemos na região Sudoeste Paulista, chuva daquelas que literalmente encharcam a terra e fazem o nível de nossos rios e riachos subirem, a população está com muita saudade.

Recentemente pirajuenses divulgaram inúmeras postagens nas redes sociais, falando da baixa histórica do Rio Paranapanema, sempre muito caudaloso após a barragem da usina hidrelétrica.

A reportagem do Portal não conseguiu atestar a veracidade da foto, mas taguaienses usaram também das redes sociais para divulgar uma foto em que mostra possivelmente o Rio Fartura completamente seco, em trecho que corta o município.

Ainda sobre Taguaí, a Sabesp emitiu durante a semana um comunicado à população para que economize água, pois o nível do manancial que abastece a cidade está perigosamente baixo. Vale lembrar que o município é abastecido principalmente por poços artesianos.

Fartura é realmente um caso à parte, pois é abastecida pelas águas da represa Chavantes, a qual, apesar de baixo, o reservatório é gigantesco, não levando risco real de racionamento no fornecimento de água.

Avaré por sua vez, que conta com o maior reservatório de águas do Estado, a Represa Jurumirim, a cidade é abastecida por poços artesianos e também pelo Ribeirão Lageado, que por sinal está quase agonizando.

Problema sentido tanto por Fartura, Avaré e muitos outros municípios da região que são banhados pelos reservatórios hidrelétricos é a questão turística. Esta semana uma ativista criou um abaixo assinado no change.org, para chamar a atenção das autoridades municipais e estaduais quando ao problema hídrico que afeta o turismo local. Até as 18 horas desta última sexta-feira, 1 de novembro, 710 pessoas já haviam assinado o documento. O portal tentou entrar em contado com a ativista, mas não obtivemos sucesso.

Segundo o documento, nos últimos dois anos a represa ficou abaixo de 40% de sua capacidade útil durante os meses de verão, tornando a navegação turística algo muito perigosa, devido à grande presença de troncos em seu leito. O abaixo assinado pede que seja estabelecido um um nível mínimo de 50% da capacidade útil do Jurumirim.

Em Avaré, uma reunião entre autoridades, população e o Sosem – Sistema de Operação em Situação de Emergência, está marcada para esta próxima segunda-feira, 4 de novembro, às 14 horas, no Centro Cultural “Esther Pires Novaes”, para debater a importante celeuma.

A pedido do Executivo Municipal, a CTG Brasil, que detêm a concessão do empreendimento hidrelétrico, vai falar sobre o baixo nível daquela que é considerada o cartão-postal de Avaré.

Durante a exposição, técnicos da concessionária vão falar sobre a operação da usina e o sistema elétrico brasileiro. Eventuais medidas para minimizar o impacto causado pela baixa também devem integrar a pauta.

A insatisfação com o nível da água já foi formalizada em dezembro de 2018 por meio de moção de repúdio assinada em conjunto por prefeitos da região.  Além de Avaré, Arandu, Cerqueira César, Itaí e Itatinga assinaram o documento articulado pelo Executivo avareense.

A redação do Portal encontrou em contato com a assessoria de imprensa da CTG Brasil nesta última sexta-feira, onde fomos informados oficialmente sobre o nível dos reservatórios. Segundo a empresa chinesa, o reservatório de Jurumirim está com 18,57% de sua capacidade de geração de energia elétrica; já o reservatório de Chavantes está no momento com 21,84% de seu volume útil. Estes números representam a porcentagem de capacidade de uso por parte das usinas de energia, onde não se leva em conta a capacidade real do reservatório, pois segundo a empresa, parte do volume não serve para a geração de energia.

 

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Represa Jurumirim em Avaré se tornou perigosa para a navegação

 

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Reservatório de Chavantes, no município de Fartura

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Imagem da represa Jurumirim que ilustra a petição da avareense

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Comunicado da Sabesp pede apoio dos taguaienses