Mesatenista Cátia Oliveira, de Cerqueira César, supera tragédias pessoais e faz história - sudoestepaulista

Mesatenista Cátia Oliveira, de Cerqueira César, supera tragédias pessoais e faz história

Ela conquistou medalha de bronze neste sábado (28), nas Paralimpíadas de Tóquio.

A mesatenista Cátia Oliveira, de Cerqueira César, marcou seu nome na história ao conquistar a 20ª medalha do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio, neste sábado (28). A atleta perdeu para a sul-coreana Su Yeon Seo na semifinal, por 3 sets a 1, e como não há disputa pelo terceiro lugar, Cátia ficou com o bronze.

Cátia Oliveira estreou com vitória nas Paralimpíadas, na quarta-feira (25), quando venceu a finlandesa Aino Tapola. No dia seguinte, a brasileira foi derrotada pela polonesa Dorota Buclaw, mas mesmo assim avançou às quartas de final, quando derrotou a italiana Giada Rossi por 3 sets a 0 e garantiu a medalha de bronze.

No dia, a família em Cerqueira César acompanhou a pontuação de Cátia por meio de um aplicativo, já que o jogo não foi exibido na televisão.

Cátia Oliveira tinha o sonho de defender a seleção brasileira de futebol e passou a jogar tênis de mesa depois que perdeu o movimento das pernas em um acidente de carro, em 2007.

Na época, a jovem de 16 anos estava prestes a ser convocada para o Mundial Sub-17, mas sofreu um trauma na coluna por causa da batida de carro e ficou paraplégica, impedida de participar do campeonato.

A partir disso, a atleta teve que se adaptar e começou a jogar tênis de mesa. Desde então, além da medalha em Tóquio, Cátia já disputou as Paralimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, conquistou medalhas de ouro nos Jogos Pan Americanos e, em 2018, foi campeã no Mundial de Tênis de Mesa na Eslovênia.

Drama e conquista

Em 2018, Cátia Oliveira passou por um momento difícil ao conquistar a inédita medalha de prata no Mundial Paralímpico de tênis de mesa, na Elovênia. O pai dela, Flávio Alves, morreu vítima de uma parada cardíaca logo depois de saber da classificação da filha à final da competição.

Antes do pódio, todos os atletas do Mundial realizaram um minuto de silêncio e, mesmo sabendo da perda do pai, Cátia Oliveira fez questão de subir ao pódio para homenageá-lo.

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