Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulista

Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo

Após mais de 20 anos de estiagem, chuvas da atual temporada recuperam o nível da bacia, deixando os rios cheios e caudalosos.

Após ser assolado por uma seca que perdurou por mais de 20 anos, o rio mais limpo do Estado de São Paulo, nessa temporada de chuvas, assusta a região Sudoeste Paulista por sua exponencial recuperação, colocando até mesmo as várias usinas hidrelétricas em seu percurso em estado de atenção.


Nesta quinta-feira, 23, a ANA – Agência Nacional de Águas, realizou a segunda Reunião em 2023, envolvendo a Sala de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Rio Paranapanema. Com início às 15hs, o evento técnico foi acompanhado pela redação do Portal do Sudoeste Paulista.


Segundo o explanado na reunião, as chuvas melhoraram desde outubro/22 e dezembro/22, janeiro/23 choveu acima da média, a exemplo do que ocorre agora, em fevereiro.


Em consonância com o dito na reunião realizada nesta quarta-feira e coordenada por Joaquim Guedes Corrêa Gondim Filho, Superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA, os técnicos não apontaram riscos para as barragens nem problemas relevantes para os moradores próximos às represas e ao Rio Paranapanema. Participaram técnicos da ANA, da INMET, do CEMADEN, além de técnicos da ONS.


Vale lembrar que tanto o Rio Paranapanema, como as represas Chavantes e Jurumirim, estavam com níveis críticos, antes desse período chuvoso. Comportas e vertedouros das quatro usinas da região estão abertos, controlando o nível das águas.


O que mais preocupava até então, eram as duas usinas hidrelétricas instaladas em Piraju, pois não contam com represamentos. São denominadas como fios d’água, ou seja, trabalham somente com o leito do rio, diferente das usinas Jurumirim e Chavantes que dispõem de reservatórios.


A CBA, proprietária das usinas em Piraju, chegou a emitir um alerta no dia 18 de fevereiro, apontando que o Rio Paranapanema estava chegando ao limite. Entretanto, a reunião definiu que não há riscos de inundações, nem de problemas com as barragens das usinas.


“As chuvas que estão acontecendo levaram os reservatórios a níveis muito adequados. Alguns deles, abrindo até volume de espera para controle de cheia.” Disse Joaquim Gondim.

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Para o mês de fevereiro, segundo Mamedes Melo, pesquisador do INMET, as chuvas continuam contribuindo para expectativa de que o acumulado mensal pode superar a média de precipitações para a região Sudoeste Paulista, ou seja, de 180 a 250 milímetros.


Conforme a explanação de Mamedes, as chuvas devem continuar até o fim da temporada, em março, com uma previsão de até 150mm, estimando que a média da temporada pode superar um pouco a média histórica, entretanto, à partir de abril, as chuvas intensas cessam, podendo permanecer na média ou ligeiramente abaixo.

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Em síntese, não há previsão climática para que ocorra algum desastre na região e, em março, o fenômeno “La Ninha”, que provoca excesso de chuvas, deixa de atingir o Sudoeste Paulista.


Marcelo Celuche do Cemaden, em sua vez, apontou os valores de chuvas acumuladas no Estado de São Paulo e na Bacia do Paranapanema. Segundo ele, as precipitações no entorno do Paranapanema, estão de fato acima da média, mas nada que preocupe.

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Marcelo frisou que considerando o ano hidrológico, de outubro/22 até então, choveu 788mm, faltando apenas 40 milímetros de chuva para que a maior média seja novamente atingida, de 828mm. “A situação beira a normalidade”, enfatizou o técnico que previu chuvas generalizadas, acima da média, até o final desse mês, ponderando que a média histórica deve ser ultrapassada.

Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulista
Importante enfatizar que os dados apresentantes são referentes até o dia 22 de fevereiro. O que era tratado como “sala de crise”, agora segundo Joaquim Gondim, trata-se de somente “sala de acompanhamento”, devido ao baixo risco de problemas.


Também explanou o técnico da ONS, Paulo Victor. Ele disse que esse mês de fevereiro já é o 36º com maior quantidade de chuvas da série histórica. Até o momento a represa Jurumirim está com 85% de seu volume e a Represa de Chavantes (que também recebe água do Rio Itararé), com 92%.


Os técnicos estimam que tais volumes úteis, podem chegar a 100% e normalizar com o fim do período chuvoso. Até lá, a estrutura do sistema deve mitigar os riscos de enchente.

Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulistaUsina Piraju CBA fotografada pelo pirajuense Luiz Carlos, dia 21 de fevereiro
Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulistaUsina na cidade de Piraju, fotografada por Luiz Carlos, em 21 de fevereiro
Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulistaUsina Jurumirim, em Cerqueira César, com as comportas abertas em 21 de fevereiro – Foto Luiz Carlos
Técnicos expõem situação da Bacia do Paranapanema: Represa Jurumirim com 85% e a de Chavantes, com 92% do volume máximo - sudoestepaulistaImagens das águas da Represa de Chavantes, próximo ao tabuleiro a ponte entre Fartura a Carlópolis, viralizaram nas redes sociais

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