Tragédia sem precedentes: ônibus com trabalhadores estava a 89km/h, diz perícia - sudoestepaulista

Tragédia sem precedentes: ônibus com trabalhadores estava a 89km/h, diz perícia

O laudo final para apontar a causa do acidente está previsto para ser entregue em fevereiro.

O ônibus envolvido em um acidente em Taguaí, no qual 42 pessoas morreram, trafegava acima da velocidade permitida. Segundo a Polícia Civil, o veículo estava a 89 km/h momentos antes de colidir em um caminhão. Naquele trecho da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, o limite é de 80km/h.

A velocidade foi medida por um GPS e registrada por uma empresa terceirizada. O acidente aconteceu em 25 de novembro no quilômetro 172 da rodovia. A colisão causou a morte de 41 passageiros do ônibus e do motorista do caminhão. 39 eram de Itaí.

De acordo com a polícia, este foi o maior acidente de 2020 nas rodovias do estado de São Paulo e maior em número de morte do século nas estradas do estado.

O laudo final para apontar a causa do acidente está previsto para ser entregue em fevereiro. O motorista do ônibus, Mauro Aparecido de Oliveira, disse em depoimento à polícia que os freios do veículo falharam. Por isso, ele invadiu a pista contrária para desviar e não bater em um outro ônibus que estava logo à frente.

Além das causas do acidente, a polícia apura tanto a responsabilidade da empresa onde os passageiros do ônibus trabalhavam, a Stattus Jeans, quanto a da Star Turismo, responsável pelo transporte, a qual estaria operando de forma irregular desde 11 de outubro de 2019.

A Artesp informou que o ônibus não poderia levar passageiros. Também já teria sido multada três vezes pelo mesmo motivo.

A defesa do motorista alega que as condições do veículo eram ruins. A Star Turismo, proprietária do ônibus, nega ter recebido qualquer reclamação.

O MPT entrou com uma representação contra a empresa Stattus Jeans Indústria e Comércio Ltda, onde as vítimas de Itaí trabalhavam, e a Star Fretamento e Locação Eireli – EPP, dona do ônibus envolvido no acidente.

O MPT quer saber sobre a responsabilidade das empresas no acidente. Além desta investigação do MPT, a Polícia Civil instaurou um inquérito para saber a causa da colisão, que ainda não foi esclarecida.

Camila Rosa Alves, delegada titular da Polícia Civil de Taquarituba, é responsável pela investigação. Ela informou que a polícia tem duas linhas de investigação: falha nos freios ou tentativa de ultrapassagem em local proibido. Uma perícia foi realizada no local do acidente com um equipamento de tecnologia 3D.

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